Junto à saída do metropolitano no Sol, em Madrid, resolvi perguntar ao Pedro se na viagem que ele planeava, em conjunto com o Bernardo e a Joana, cabia mais um. E coube. Uma viagem a um país distante, que dificilmente se compreende ao longe e que, mesmo ao perto, não poderei nunca presumir compreender totalmente.
A China.
Um processo de falência, um levantamento popular no Tibete, um sismo e milhentas réplicas depois, tudo se mantém. A China mantém-se distante. Cada um de nós mantém a razão para lá ir. Seja ela qual for.
Qualquer tentativa de formar uma expectativa sobre o que vou encontrar é fugidia.
Estou dividido entre a ideia de avalanche, esmagadora e sem rosto, que só um regime autoritário, colectivo e central, com a pretensão de gerir 1,3 biliões de vidas, pode produzir; e a fragilidade que lhe está inerente ao ignorar o particular de cada um dos destinos que lidera.
Entre o deslumbramento perante a grandeza e o colosso (da Muralha, da barragem das Três Gargantas, de tanto mais), também ele típico de regimes autoritários; e o espectacular que certamente haverá nos pormenores que eles procuram fazer esquecer.
Entre o turismo pop e massificado no qual, muito provavelmente, me tentarão prender; e a possibilidade enorme que tenho de lhe fugir.
Um processo de falência, um levantamento popular no Tibete, um sismo e milhentas réplicas depois, tudo se mantém. A China mantém-se distante. Cada um de nós mantém a razão para lá ir. Seja ela qual for.
Qualquer tentativa de formar uma expectativa sobre o que vou encontrar é fugidia.
Estou dividido entre a ideia de avalanche, esmagadora e sem rosto, que só um regime autoritário, colectivo e central, com a pretensão de gerir 1,3 biliões de vidas, pode produzir; e a fragilidade que lhe está inerente ao ignorar o particular de cada um dos destinos que lidera.
Entre o deslumbramento perante a grandeza e o colosso (da Muralha, da barragem das Três Gargantas, de tanto mais), também ele típico de regimes autoritários; e o espectacular que certamente haverá nos pormenores que eles procuram fazer esquecer.
Entre o turismo pop e massificado no qual, muito provavelmente, me tentarão prender; e a possibilidade enorme que tenho de lhe fugir.
Tudo isto se junta às imagens dispersas que nos chegam desta cultura: do pimba que há no “Nunca Digas Banzai!”, ao saudoso Mr. Miyagi; do vulgar que há no porco doce e nas lojas chinesas, ao espiritual dos “Sete Anos no Tibete”. Tudo isto nos chega distorcido, pelos números e estatísticas que vemos, pela cosmética de Hollywood (o Mr. Miyagi era do Havaii), ou pela simples distância que certamente também distorce a nossa realidade aos olhos de quem vive no outro lado do mundo.
O percurso da viagem, ou pelo menos aquele que foi esboçado em Lisboa, é aquele que vos mostro. Começa em Hong Kong. Abstenho-me de o descrever, até porque o farei melhor in loco.
Dia 10 anda à roda…
Dia 10 anda à roda…
3 comentários:
Aguardo ansiosamente os futuros posts...
Olá Jay! Quero desejar-te uma óptima viagem, aproveita bem pois tenho a certeza que vais ter muitas histórias para contar...a nós amigos, aos filhos, aos netos...enfim muita aventura vais ter com certeza! espero que corra td bem nessa viagem! Fico à espera de novidades aqui no Blog. BOA VIAGEM! Ah...e esta ideia do blog foi muito bem pensada!=)
Juizo e cabeça fresca!
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